quarta-feira, 2 de abril de 2014

A rede social

Realmente.
Espetacularização de alta visibilidade
simulacros deturpando a verdade
do próprio umbigo lipoaspirado
mas o que esvazia é a mente
Cansei.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Feliz ano novo

Segunda-feira pós-Carnaval. Começa o ano para os Brasileiros. Acabou o verão (?), o Carnaval e agora é focar e assumir o dia-a-dia e seus planos. Animemo-nos.
Segunda-feira. Pós-Carnaval. Acordo um pouco mais tarde para amenizar o sofrimento. Faz sol e o dia está lindo. Penso nisso e me animo a ir trabalhar, me organizar e render. Mas saio do banho já pingando. O verão não acabou e o calor está bem longe de acabar.
Respiro fundo. Não posso perder o bom-humor, trabalhado a ferro e fogo durante o descanso da semana passada.
Desço e há, na minha rua, dois caminhões, um de cada lado, parados em fila dupla, a uma distância de uns 10 metros um do outro. Caos total, não há como atravessar a rua para que eu possa seguir ao metrô. 
Respiro fundo. O dia está lindo.
Fico parada esperando sob o sol de rachar, quando passa um ônibus do BRS1, ou seja, com as mudanças do centro, este para a uma quadra do meu escritório. Penso: que bom! Já que não consigo atravessar a rua, então vou de ônibus. É só entrar para me arrepender amargamente. O ônibus parece uma sauna dentro de um carro de F1. 
Respiro fundo. Pelo menos vou descer perto.
De repente, no meio da avenida Rio Branco, os passageiros começam a gritar freneticamente. O motorista não parou no ponto deles e após muito protesto, ele para entre o ponto deles e o meu. Eu desço, pois faltando apenas duas quadras para o meu, se ele não parar de novo não vai ser muito legal. É quase uma hora da tarde no centro do Rio de Janeiro. Todas as pessoas sem noção do mundo estão em horário de almoço e gastando esse tempo numa caminhada agradável (?) pelo centro. 
Respiro fundo. Dois (milhões) corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço. Não consigo andar. As pessoas não deixam. Congestionamento total de pedestres. O ano começou.
Respiro fundo e mando todo mundo à merda.
Feliz ano novo!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Viagens, amores e saíras-sete-cores

Meus últimos post, 'pelamor!', têm sido mais baixo astral do que o vilão da Super Xuxa. 
Já comentei aqui antes que o mau-humor me inspira, que a tristeza me torna mais criativa. Assim o eram Renato Russo e Cazuza, meus poetas preferidos.
E é verdade.
No entanto, no exercício diário de aceitar nossas alegrias e tristezas do dia-a-dia, resolvi escrever sobre as minhas viagens de 2013, para levantar um pouco o astral das fases, deixar mais próxima da beleza da "Lia Cheia", do que da ausência da "Lia Nova".

Chapada Diamantina - BA

(1) 2013 começou incrível, na natureza bela e remota da Chapada Diamantina. Lugar incrível, de natureza imponente, com rios e cachoeiras maravilhosos, tudo que a gente precisa para repor as energias e trocar de ano. Foi demais, e começamos com o pé direito.


(2) Depois em Março fui a Curitiba, no aniversário do meu pai. Festinha inesquecível! Amo estar perto dos meus amigos! E mais ainda, amo passear pela minha cidade, olhando-a com olhos diferentes dos que tinha, nos 30 anos que vivi lá.


Karl-Valentim Musaum: "A arte
é bela, mas dá trabalho." Munique

(3) Nesta altura eu já estava participando do start-up de um projeto da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia. O pontapé inicial seria visitar três institutos de pesquisa europeus, renomados em seus segmentos. Desafio aceito. No final de abril, parti para Munique, Paris e Londres. Uma semana de correria e reuniões. Mas recheada com passeios, necessários ao chegar num país novo e diferente. 'A gente dorme no Brasil!' pensávamos, sem conseguir pregar o olho às 3 da manhã, no auge do jetlag de 5 horas! Adorei a Alemanha e os alemães. Gastei meu francês, língua que não falo, pois fui praticamente a guia em Paris, já tendo estado lá antes. Assim como em Londres, que já conhecia, portanto me fartei com o poder de não se sentir perdido em um outro país. Londres te absorve, te aceita. Aos olhos vistos, ninguém é estrangeiro lá. Todo mundo deve ir a Londres uma vez na vida.

(4) E então, conversando com minha amiga, recebemos um convite querido para visitá-la em Brasília, no feriado de Corpus Christi. Ou melhor, Pirenópolis. Mais uma viagem incrível. No meio do cerrado, cidade tranquila, pequena, lá no meio do Goiás, perdida no tempo, com sua comida deliciosa que provoca sensações. Sim, a comida do Goiás dá onda. E visitar amigos queridos também!


(5) Neste ponto, eu já estava inscrita - e treinando - para realizar o meu primeiro sonho de corredora: a meia Maratona de Curitiba. E para lá voltei no comecinho de Junho. Focada para a prova, novamente me deparei com meu olhar emocionado sobre um ângulo que nunca tinha visto a cidade. O de corredora. Percorrer os 21K da prova, circundando o centro da cidade onde vivi a minha vida toda foi uma emoção muito forte. Completar uma prova de 21K já tem um gosto muito especial. A adrenalina é garantida. E quando dobrei a esquina do MON - o Museu do Olho - e vi meu pai me esperando, sorrindo orgulhoso, foi demais. Recomendo correr e recomendo correr por todas as cidades que se quer conhecer.

P-62 em Suape-PE

(6) Ainda em Junho, passei uma semana em Porto de Galinhas-PE. A trabalho. Nem consegui ir a praia (mesmo), mas ainda assim, é muito gostoso acordar e ir dormir de frente para um mar lindo, como o de Pernambuco.


(7) Em Julho, logo no início, fui para FLIP, em Paraty. Paraty é linda! Com suas ruas de pedras no meio do caminho, casas antigas, mares por todos os lados, ainda recheada de gente charmosa, todas focadas no mesmo objetivo: literatura. E e a imaginação. Quer coisa mais inspiradora que isso? Para mim a FLIP é um fim de semana de imersão em inspiração.

Pico das Agulhas Negras - 2797m
(8) No fim de julho, teve a JMJ aqui no Rio e a cidade foi invadida pelos jovens com mochilas coloridas na frente do corpo. Porque atrás eles têm medo que roubem. E para dar lugar a eles e ao fofo do Papa Francisco, subimos a Serra e passamos dias sensacionais em Itatiaia, primeiro na casa de um amigo, na parte baixa do parque, em meio a árvores e muito espaço, invadido por sairinhas-sete-cores e esquilinhos desequilibrados. Foi a semana mais fria do ano no Brasil e nós acampamos na montanha do Pico das Agulhas Negras, lá em cima mesmo. Fomos dormir com o céu mais lindo do mundo sobre nossas cabeças e acordamos às 4 da manhã com o céu mais gelado do mundo sobre nossas cabeças. Acordamos de frio. E no dia seguinte, soubemos que fez -7 graus, bem ali, onde estávamos. Após esta noite gelada, ainda subimos o Pico mais alto do estado. Conquista e adrenalina garantidas! Mais um desafio vencido.

(9) No meu aniversário ainda voltei a Curitiba, tendo uma festinha inesquecível de comemoração com meus amigos queridos, necessários e absolutos.

(10) Em novembro fomos a Ilhéus. Casamento de uma prima do marido no feriadinho da República. Dias lindos sob o sol da Bahia. Festa maravilhosa, linda e alegre. Muito amor dos noivos e dos amigos! Mais uma viagem memorável neste ano findo.

(11) E para fechar o ano com chave de ouro, fomos terminá-lo na Suíça. Dia 31 de dezembro e a gente descendo de snowboard as montanhas suíças! Mais do que o prazer inenarrável de passar um réveillon diferente, ainda tivemos a sorte de ir visitar uma família linda! Uns amigos que conhecemos no Rio, quando eles moraram aqui. O que era para ser apenas turismo, se transformou em um laço de amizade e uma lição de vida, que levaremos para o nosso 2014 e para sempre. 

2013, no geral, foi um ano bom para mim, não posso reclamar. Muito trabalho, nem tanto dinheiro, um falecimento de amiga (o que pesa muito na contagem geral), tristezas. E consequentes inspirações para o blog. 

Mas tenho que reconhecer que foi o ano em que mais viajei. E como viajar não é pouco, sou grata e compartilho esse texto mais leve, cheio das viagens, amores e as saíras-sete-cores!




segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O país da copa

Ai gente, para variar, depois de alguns dias de retorno de férias, vem o efeito rebote,como escrevi aqui no ano passado. Mesmo período.
Mas este ano o efeito rebote veio com mais força, porque é inevitável comparar os países desenvolvidos visitados com o nosso. País de merda. É só o que eu consigo pensar voltando das férias na Suíça e Holanda.
Sempre rechacei comentários desse tipo, sempre tentando pensar positivo, no quanto o povo brasileiro é um povo amável, feliz e solidário. Porém nesse momento, nem a alegria espontânea dessa gente bronzeada supera a burrice, ignorância e falta de educação. Família Sarney há 50 anos no Maranhão é a prova mais contundente disso. O Estado está ferrado e continuam botando essa família lá. Lindberg, Crivella e Garotinho (ficha suja) aparecendo nas pesquisas é outra prova do que estou falando. Como pode?
Não adiantaram os protestos, manifestações e muito menos o quebra-quebra, que de certa fora até defendo, pois se não quebram tudo, os políticos riem na nossa cara e dizem: como é linda a manifestação popular! Sou contra a violência, tem que ser sem machucar ninguém, mas tem que quebrar tudo mesmo! A Dilma acaba de fazer uma parada em Lisboa e paga 27 mil reais em UMA noite no hotel mais caro de Lisboa. Tem que esperá-la no aeroporto e quebrar tudo mesmo! É MUITA cara-de-pau!
Voltei de férias revoltada. Por que é tão difícil fazer as coisas funcionarem? Por que não começam de uma vez a fazer o nosso imposto voltar? Por que que tem que continuar morrendo gente para se tomar a primeira atitude? Um ano (hoje) da tragédia mais absurda que houve ultimamente, que foi a de Santa Maria, com 242 jovens mortos, e nada mudou. Nada. Somente CINCO escolas de samba aqui do Rio tem galpão liberado e seguro para receber multidões. Cinco. De 25.
O governador desse estado aqui achou que havia mandado os traficantes embora e se gaba gloriosamente do sistema de segurança pública. Onde? Em oito anos que moro aqui, nunca me senti tão insegura! Os números  no estado só crescem: de homicídios dolosos subiu 38% de 2012 para 2013. Roubo nas ruas, então, subiu 37%, número muito inferior ao real, porque a maioria das pessoas já nem presta queixa. Não adianta, nada acontece.
Depois de pós-graduada, nunca me senti tão insegura em relação a emprego. E agora ainda falo espanhol!
Desilusão. Desesperança. E esse país só vai mudar em 200-500 anos, depois de alguma guerra horrível que assole todo mundo e aí realmente possamos aprender alguma coisa. 
No momento, só consigo pensar que essas eleições de 2014 só vão servir para comprovar tudo que eu escrevo acima. E que todos nós já sabemos.
Pena que nós, meus leitores desse blog e eu, sejamos minoria nesse país de bolsas-cala-a-boca. Então, enquanto isso, procuro a minha, mas no exterior. E para estudar, me desenvolver e, passando o frio das gentes europeias, finalmente possa sentir saudade da nossa gente bronzeada, e assim voltar a dar-nos o nosso devido valor.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

#souprofessor

Mas não exerço.
Lembro que, quando minha mãe conseguiu mudar a gente de escola, de uma pública para uma particular, ela nos instruiu para escolhermos um curso técnico - não podíamos fazer o segundo grau básico - tinha que ser técnico, pois caso não conseguíssemos fazer faculdade, assim como eles, nós já teríamos uma profissão. Escolhi magistério. Adorava brincar de escolinha, escrever, ensinar, falar inglês. "Quero ser professora de inglês, que nem o Teacher." Saudades do Teacher. Foi meu primeiro amor platônico por um professor e ele realmente era lindo!
Em 1987, na sexta série, fui para o Sagrado, eu queria fazer Letras, e lá concluí o magistério em 1992 com muito louvor e menções honrosas. Virando a esquina do curso, entretanto, mudei para biologia. Eu podia me ver ensinando e pesquisando. Porém com as dificuldades da vida de meus pais, vieram as retaliações. "Filha, vai ser professora? Tem certeza? Olha como é difícil, como não muda nada, professor é miserável, trabalha muito, ganha pouco, tem muita responsabilidade, etc etc...faz biologia não, se gosta tanto dessa área, faz medicina". Lembro que meu terceiro ano do magistério foi a maior correria da vida. Escola pela manhã, estágio de magistério três vezes por semana à tarde, e para completar a minha indecisão, resolvi fazer um curso de instrumentação cirúrgica à noite, duas vezes por semana e mais estágio deste curso, à tarde, também duas vezes por semana. Eu queria vivenciar a rotina de um hospital. E me coloquei entre a cruz e a espada. No caminho para fazer as duas coisas que achava que poderia ser. Professora ou médica.
É claro que eu não passei no vestibular em medicina. Recém concluído um curso de magistério, não havia base para levantar meu score na Federal (UFPR). Porém, com esse mesmo score, eu teria passado (e bem!) tanto em Letras, quanto em Biologia. Lamentos à parte, sem faculdade, fui procurar emprego. 
Nas minhas duas primeiras entrevistas de trabalho, fui contratada. Para ambos. Um era para professor de Inglês em um cursinho no centro de Curitiba. O outro, para assistente administrativo numa empresa de importação de veículos. Adivinhe qual foi minha opção? Era 1993 e o governo Collor havia aberto todas as fronteiras para o comércio exterior no Brasil. Área fascinante, salário melhor. Passado o ano de trabalho + cursinho, prestei vestibular novamente. Para Comércio Exterior.  
Resumindo, fiz minha carreira toda até hoje em comércio internacional. E não me arrependo. Tive experiência incríveis, ultrapassei fronteiras, falei até com o Sri-Lanka (!!) pelo telefone, viajei muito a trabalho (e essa parte eu adoro!). Mas sentia que deveria voltar para uma vocação que sempre me acompanhou. E então, em 2004 prestei vestibular para Letras Português/Inglês. Casei, me mudei pro Rio e me formei em 2009. Amei o curso e amo ter a possibilidade de (re)ingressar nessa carreira difícil e bela.
Eu aproveitei e ainda aproveito minha vida de executiva, aprendi muitas coisas, ampliei meus horizontes, entendi o mundo dos negócios. Mas ainda penso em retomar o caminho e me dedicar a reconstruir um mundo melhor. Porque esta é a principal função do professor. Formar pessoas melhores.
E este depoimento tem somente a função de ilustrar esta certa frustração de não ter optado por esta carreira importantíssima, pelos simples fato de que ela é menosprezada por um país ignorante, que quer crescer, tem dinheiro e condições, mas tem medo de fazer seu cidadão ser cidadão. Tem medo de investir numa educação que possa realmente TRANSFORMAR. 
Minha culpa? Certamente, a vida é feita de escolhas. Porém, levar bombas de borracha e gás de pimenta na cara realmente não seria o que minha mãe sonhou para mim. E jamais o que um país sério teria sonhado para seus educadores.
20 anos depois, retomo a luta e continuo  na esperança de ainda poder exercer, com dignidade, respeito e salário justo.
Feliz dia do professor! 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A resposta do sonho


Minha querida amiga, sinta-se desculpada, embora você não precise pedir desculpas. Sou eu quem tem que se desculpar e pedir seu perdão.

Desculpe-me por ter ficado zangada com a ignorância e falta de tolerância da sua mãe, totalmente equivocada em relação à nossa amizade. Perdão por não ter insistido nela e ter me calado perante essa situação. Me afastei de você e perdi grande parte da tua história de vida.

Desculpe-me por não ter me dedicado às minhas aulas de guitarra. A sua voz doce e rouca era nata, o meu jeito com as cordas é que nunca teve muito progresso. Como poderia estar nossa banda, a Medula Óssea, se a tivéssemos levado um pouco mais a sério? Claro que nunca saberemos, mas saiba que me orgulho muito da nossa brincadeira, tentativa ingênua de colocar música em nossas vozes adolescentes inquietas.

Desculpe-me por não ter insistido para que você ficasse mais tempo naquele último dia em que nos vimos, na minha última visita a Curitiba, quando você foi embora, furiosa com a multa que a periquita-mal-amada te deu. Desculpe-me por não ter oferecido minha carteira de habilitação, para que você não perdesse a sua. Obrigada por ter ido se despedir de mim.

Desculpe-me por não dar atenção aos seus apelos poéticos, reflexos da sua dor, expostos claramente em sua publicações e por te julgar, em silêncio, por esta demasiada exposição, pedido claro de socorro pelo teu sofrimento.

Desculpe-me por não te socorrer, não te dar o apoio necessário para que você não tomasse essa medida extrema para se ver livre dessa dor dilacerante que é a depressão. Desculpe não estar com você em todos estes momentos.

Se hoje eu choro pela tua falta, minha amiga, é porque você foi muito importante para mim e certamente me influenciou no que sou hoje. Choro mais por imaginar o tamanho da tua dor e lamento não ter podido te ajudar. Não precisa se desculpar, vou superar e nunca, jamais colocarei você naquela nossa "shitlist".

Espero que fique em paz, descanse em paz, encontre finalmente a paz que você não encontrou por aqui.


Sua voz quando ela canta
me lembra um pássaro.
Mas não um pássaro cantando,
lembra um pássaro voando.
Ferreira Gullar

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Sua nova amiga, depressão

Virando a última esquina dos 30, batendo nos 40, eis que aprendemos a conviver com uma nova amiga, a depressão.
Não sei se é a vida moderna, mas acho que não. Lembro da minha mãe, por volta da minha idade, questionando a vida e suas dificuldades.
Então pode ser genético. Também acho que não. Muitas amigas se abrem, com as mesmas sensações, não necessariamente havendo casos constatados na família.
Então penso que é assim mesmo. As mulheres são naturalmente mais questionadoras e mais sensíveis. Já existem os hormônios infernizando nossa vida, principalmente com esta idade, já que nossa vida útil, enquanto mulher, está chegando ao fim. Se pensamos demais o sentido de tudo, chegamos à conclusão que não há sentido para tudo e nos deprimimos.
Tenho uma imensidão de posts no blog que remetem a este assunto. Andei tomando uns "tarja-preta" aí, há uns dois anos. Me ajudou a clarear a mente e parar de racionalizar tudo.
Mas continuo, o post abaixo é uma prova das recentes descobertas da minha razão, mesmo eu ainda lutando contra o que escrevi. Mudei minha forma de acreditar em Deus, mas não quero perder minha fé. Não quero. E essa luta também não é fácil. 
A depressão é uma coisa séria e chega com tudo nas mulheres da minha idade. A gente precisa tentar desvencilhar os problemas reais dos imaginários, porque estes também existem. Normalmente se manifestam pela reação dos amigos, que pensam que é uma bobagem. Que temos tudo que precisamos e não temos motivos para deprimir. E talvez não tenhamos mesmo. Nenhum motivo além do desequilíbrio químico, quando nosso cérebro deixa de balancear as "inas" da nossa vida, causando um transtorno bem real aqui dentro. E aí você questiona tudo, não aceita nada. E passa a conviver com essa sua nova amiga, com os altos e baixos, que já fazem parte da sua vida. Procura ajuda. Ou não.
Então, você assume que está deprimida. Aí sua amiga se suicida.
E nada mais importa.